História
ALFORRIADO MATIAS
Matias viveu no século XIX, no território que hoje conhecemos como Barreiro, em Belo Horizonte. Viveu mais de sessenta anos em um Brasil ainda estruturado pelo regime escravocrata e atravessou um período de intensas transformações políticas e sociais no país.
No dia 30 de outubro de 1877, Matias entrou em confronto com Cândido Brochado, proprietário da fazenda que estruturava economicamente a região. O confronto terminou com a morte de Brochado.
Esse episódio marcou profundamente o território
Após o ocorrido, a fazenda foi vendida e o processo de reorganização da área abriu caminho para transformações que contribuíram para a consolidação da região e, posteriormente, para a própria construção da capital mineira.
Matias está ligado a um ponto de virada na história local.

Alforriado Matias por Senegâmbia - Foto: Acervo Memorial Minas Gerais Vale
Em 2017, a partir da Mostra Afro Barreiro, iniciou-se um movimento de retomada e aprofundamento de sua trajetória. O Instituto assumiu a escolha de chamá-lo Alforriado Matias, afirmando dignidade e protagonismo.
O dia 30 de outubro tornou-se o Dia de Alforriado Matias, e ele recebeu Honra ao Mérito póstuma, reconhecimento concedido pela cidade e hoje sob guarda do Instituto.
Sua memória atravessa o presente.
No centro de Belo Horizonte, o artista Paulo Nazareth realizou uma empena dedicada a Matias no âmbito do CURA – Circuito Urbano de Arte, inserindo sua imagem na paisagem urbana contemporânea da cidade.
O Instituto produziu o mini-documentário Alforriado Matias – Dia 30 de Outubro, exibido no Memorial Minas Gerais Vale. Durante o período expositivo, mais de 11 mil pessoas tiveram contato com a história de Matias, incluindo 86 instituições atendidas em visitas mediadas e programações educativas.
A exibição consolidou a presença de Matias no circuito institucional da cultura mineira, ampliando o debate público sobre sua trajetória para todo o estado e reafirmando sua relevância histórica e contemporânea.
Artistas, blocos de carnaval e intervenções culturais seguem evocando seu nome.
Matias é presença na formação histórica de Belo Horizonte e de Minas Gerais.

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